Criei uma solução complexa demais para o meu backlog da Steam. E não me arrependo de nada.

Quando criança, cresci lendo revistas de videogame, principalmente as lendárias publicações espanholas Hobby Consolas e Playmania. Era uma tradição parar na banca de jornal no caminho para a escola e perguntar ao dono se já tinha chegado a última Hobby Consolas ou Playmania, além da revista oficial da NBA. Passava horas lendo as reportagens e as seções de notícias. No entanto, a seção que eu mais gostava, de longe, era a análise dos jogos. Um artigo explicando a jogabilidade e avaliando um título com base em critérios pré-estabelecidos, resultando em uma nota final, era o suficiente para eu decidir se um jogo valia a pena ser jogado. Isso, na verdade, era mais importante para mim do que jogar os próprios jogos, já que os lançamentos eram em grande parte inacessíveis para mim (exceto em datas específicas como o Natal). Então, ler a análise era o mais próximo de jogar um jogo na era pré-YouTube, antes dos dias de vídeos de walkthrough e streams de gameplay.

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O que é o Overwatch 2 hoje? Uma autópsia de um Frankenstein sem alma

Ontem à noite, fiquei encarando a tela de menu do Overwatch 2 por uns dez minutos sem nem entrar na fila. Só encarando. A música tocava, tentando evocar aquela nostalgia de 2016. Não sou um jogador profissional que aguentou cada meta dolorosa, nem estive aqui durante todos os anos de seca. Sou o cara que amou o Overwatch 1, viveu a magia da “era de ouro”, se afastou quando a vida aconteceu e decidiu voltar agora para ver o que sobrou. E a sensação? É como entrar na casa da sua infância e descobrir que ela foi demolida para virar um cassino genérico. Overwatch 2, hoje, não é uma sequência para quem amou o original. É um pedido de desculpas confuso que ninguém realmente aceitou.

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Os Tutoriais da Paradox Interactive: O Verdadeiro Paradoxo

Há cerca de 10 anos, eu era viciado em jogos da Paradox Interactive, uma desenvolvedora e publicadora sueca especializada em jogos 4X. Para quem não sabe, 4X é um acrônimo para eXplorar, eXpandir, eXplorar e eXterminar. São jogos complexos onde você lidera uma nação ou raça em uma luta pela dominância, seja em escala global ou galáctica. Civilization é um exemplo bem conhecido desse gênero.

Eu tinha acabado de começar a faculdade de engenharia e, além do meu vício insano em Diablo 3 (do qual falarei algum dia), eu adorava os jogos da Paradox. Era normal eu chegar em casa depois da universidade, geralmente entre 23h e meia-noite, e jogar uma ou duas horas de Crusader Kings 2 ou Victoria 2. Aquele estilo de jogo, constantemente impulsionado pela frase “só vou fazer mais uma coisinha e paro” (jogadores de Civ conhecem a sensação), muitas vezes comprometia minha sanidade no dia seguinte devido à falta de sono.

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Você é um gamer? Reduza sua dor de cabeça ao usar o Windows (em dualboot)

Se você leu meus posts anteriores sobre construir um Home Server via CLI, sabe exatamente como me sinto sobre o sistema operacional da Microsoft. Para mim, usar Windows para trabalho ou desenvolvimento é um desperdício de desempenho, privacidade e sanidade. Ele consome RAM só para existir, envia dados de telemetria sobre seus movimentos do mouse para Redmond e reinicia sem sua permissão para instalar uma atualização que muda o ícone da calculadora.

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