MMORPGs em 2026: Uma Tier List para Quem Tem Mais de 30

Este post foi originalmente escrito em inglês. A tradução pode não refletir 100% das ideias originais do autor.

Nota do autor: Sim, estou reduzindo minha frequência de postagens. Meu objetivo com este blog sempre foi compartilhar o pouco que sei, e também praticar a escrita em inglês, já que não uso o idioma diariamente. Comecei com a ideia de posts curtos diários, no estilo newsletter. O problema é que há tópicos que gosto de escrever com mais profundidade, e se fossem posts diários, eu estaria dedicando horas consideráveis a um blog que deveria ser algo mais trivial. Por isso decidi escrever com menos frequência, mas com posts mais completos. Dito isso, vamos em frente.


Eu me considero um gamer no sentido mais amplo da palavra: alguém que joga de tudo. De jogos de esporte a RTS, até simuladores (supermercado, ônibus, etc.). Mas há um gênero que sempre joguei de forma inconsistente: os MMORPGs. Inconsistente, sim, porque nunca fui um jogador hardcore. Nunca fui daqueles que se esforçam ao máximo no leveling para chegar ao endgame e buscar a build perfeita. Competição nunca foi um objetivo para mim.

No entanto, com o início de 2026, percebi que joguei dezenas de MMOs nos últimos 25 anos. Ainda me lembro da primeira vez que joguei Runescape na casa de um amigo nos anos 2000. Lembro da primeira vez que fiz uma conta trial no World of Warcraft. Além disso, tenho mais de 100 horas em Star Wars The Old Republic. 50 horas em Final Fantasy XIV. +400 horas em Destiny 2 (MMO, por que não?). Horas consideráveis em Star Trek Online e New World. Tibia? Claro, por que não? É uma lista considerável.

Não joguei tudo que existe e não sou um jogador profissional de MMO. Sou um jogador de 30+ anos que quer jogar um jogo massivamente multiplayer, sempre buscando qualidade em vez de quantidade. Por isso me sinto qualificado para fazer uma tier list disso. Não só desse gênero, eu poderia fazer uma tier list de N gêneros, porque como eu disse, “sou alguém que joga de tudo”. Meu compromisso é com a diversão. Então meus critérios podem não ser o que o jogador mais hardcore quer. Talvez meus critérios sejam até bobos para um adolescente de 15 anos que quer se imergir em um servidor e viver lá.

Para garantir que esta não seja uma tier list completamente subjetiva, avaliei os jogos seguindo certos critérios.

Critérios de Avaliação

Para elaborar os critérios, pensei no que torna os MMOs únicos. Gráficos? Não, isso não faz sentido. Cutscenes? Legal, mas ao alcance de jogos AAA, não faz sentido. Seguindo esse raciocínio, as categorias que usei para avaliar os jogos são as seguintes:

História. A qualidade da narrativa, personagens e mundo do jogo. O quanto você se importa com o que está acontecendo.

Leveling. Quão divertido é subir de nível do início ao máximo. Se é prazeroso ou tedioso.

Endgame. O que há para fazer depois de atingir o nível máximo. Raids, masmorras, PvP, etc. Como eu disse, não sou um jogador competitivo, mas posso avaliar a diversão do PvP e como os novatos são tratados nesses modos.

Economia/Monetização. Se o jogo é justo com seu dinheiro ou tenta espremer cada centavo de você. Pay-to-win vs cosméticos.

Combate. Se a luta é divertida, responsiva e estratégica. A “sensação” de usar habilidades e derrotar inimigos.

Customização. Liberdade para criar um personagem único, tanto na aparência quanto em builds e classes.

Social/Comunidade. Se a comunidade é acolhedora ou tóxica. Qualidade das ferramentas para jogar com outros.

Sistemas de Progressão. Atividades além do combate: crafting, moradia, profissões, colecionáveis, reputações.

Respeito pelo Tempo. Se o que você conquista hoje ainda importa amanhã, ou se o jogo constantemente invalida seu progresso.

Acessibilidade. Se você pode pausar o jogo por meses e retornar sem se sentir completamente perdido. Qualquer pessoa que seja pai, trabalhe e tenha responsabilidades entenderá.

Resumo: Avaliei se o jogo é divertido, justo, durável e se respeita você como jogador.


TIER F

Mu Online

MU Online

Incluir um jogo extremamente antigo, de nicho, com algum sucesso em terras latino-americanas nos anos 2000 pode ser injusto. Mas o MU Online serve como uma máquina do tempo, um lembrete de onde o gênero veio e por que ele evoluiu.

MU foi, junto com Runescape, minha porta de entrada para o mundo dos MMOs, assim como para milhares de brasileiros que frequentavam lan houses lá por 2005. A estética dark fantasy, as asas brilhantes e o som da Double Blade ainda ecoam na memória de quem viveu aquela época. Mas nostalgia não é tudo.

O jogo não tem piedade. É um grind-game. Ponto. Não há história; você mata monstros porque precisa subir de nível, e sobe de nível para matar monstros mais fortes. É um ciclo que exige mais paciência do jogador do que qualquer MMO moderno.

A monetização nos servidores oficiais é predatória a ponto de tornar o jogo injogável para quem não paga. E talvez por isso os servidores privados sempre foram mais populares que o oficial no Brasil. Pelo menos lá, o grind era “apenas” absurdo, não impossível.

MU Online está aqui não como uma recomendação, mas como uma referência histórica. É a linha de base que mostra o quanto o gênero evoluiu. Se estiver com saudade, jogue por algumas horas em um servidor privado. A nostalgia vai passar rápido quando você lembrar por que parou de jogar.

Para quem é este jogo? Para nostálgicos que querem reviver a era da lan house por algumas horas. Só isso. Como uma experiência de longo prazo em 2026, não recomendo para ninguém.

CritérioPontuaçãoDescrição
História2Praticamente inexistente, você não sabe por que está lutando
Progressão de Nível4Grind puro, matar monstros por horas sem variedade
Endgame5Castle Siege e PvP existem, mas é limitado
Economia/Monetização2Pay-to-win severo nos servidores oficiais
Combate5Simples e funcional, mas datado
Customização4Poucas classes, aparência definida pelo equipamento
Social/Comunidade6Guilds fortes, mas fragmentadas entre servidores privados
Sistemas de Progressão4Asas e joias existem, mas sistemas rasos
Respeito ao Tempo3Grind extremo, eventos limitados
Acessibilidade5Fácil de entender, impossível de competir sem pagar
Média4.0

TIER E

Tibia

Tibia

Tibia é o avô que se recusa a morrer. Ainda está vivo e recebendo atualizações quase três décadas depois. Isso por si só merece respeito. O jogo conquistou uma legião de fãs na América Latina (e aparentemente na Polônia também) que persiste até hoje.

É um MMO de consequências reais: morrer significa perder experiência, habilidades e equipamento. Essa brutalidade cria uma tensão que os jogos modernos abandonaram em favor da acessibilidade. Cada viagem a uma dungeon é uma aposta. Cada guerra de guild é pessoal. Você sente o peso das suas decisões de uma forma que World of Warcraft nunca fará você sentir.

Mas o Tibia cobra caro por essa experiência. Os visuais isométricos 2D e o combate de apontar e clicar já estavam datados em 2010. Em 2026, são relíquias arqueológicas. O grind é implacável, e a introdução das Tibia Coins trouxe o espectro do pay-to-win para um jogo que sobreviveu décadas sendo relativamente justo.

Para quem é este jogo? Para veteranos que valorizam consequência e peso em suas ações. Se você quer um MMO onde morrer importa e a comunidade é unida, o Tibia ainda entrega isso. Não é para quem busca gráficos modernos ou acessibilidade.

CritérioPontuaçãoDescrição
História5Lore existe e melhorou ao longo dos anos, mas é secundária
Progressão de Nível4Grind pesado com penalidade de morte brutal
Endgame7Bosses, quests de endgame e guerras de guild
Economia/Monetização6Tibia Coins são controversas, mas economia sólida movida pelos jogadores
Combate4Apontar e clicar datado, profundidade nos hotkeys
Customização5Quatro vocações, outfits e montarias limitados
Social/Comunidade8Comunidade unida, guerras memoráveis, eles te conhecem pelo nome
Sistemas de Progressão6Habilidades, imbuing e charms, evoluíram mas ainda são limitados
Respeito ao Tempo7Níveis permanentes, mas morrer dói muito
Acessibilidade6Fácil de retornar tecnicamente, difícil de competir
Média5.8

Lost Ark

Lost Ark

Lost Ark é o que acontece quando você pega o combate mais fluido do mercado e o enterra sob sistemas predatórios e dailies infinitos. É um jogo bonito, tecnicamente impressionante, com combate em ação que faz você se sentir poderoso desde a primeira hora. E depois de umas 50 horas, você percebe que está trabalhando, não jogando.

O jogo coreano chegou ao Ocidente em 2022 com um hype absurdo. E ele merecia, pelo menos em parte. As Legion Raids são algumas das melhores experiências cooperativas PvE que você vai encontrar em qualquer MMO. O problema é chegar lá. O sistema de honing, onde você melhora seu equipamento com chances de falha, é um gacha disfarçado. Você pode passar semanas farmando materiais só para ver seu item falhar o upgrade repetidamente. Ou você pode pagar.

A história é genérica mas competente, com cinemáticas lindas que te levam por um mundo colorido. Mas o leveling é só um obstáculo entre você e o endgame. O jogo praticamente implora para você correr pela campanha o mais rápido possível.

A pior coisa do Lost Ark é o desrespeito pelo seu tempo. Dailies em múltiplos personagens são praticamente obrigatórios para progredir com eficiência. O jogo quer que você faça login todo dia, cumpra suas tarefas e se sinta culpado se não fizer. É FOMO armamentizado.

Para quem é esse jogo? Para quem ama combate em ação de alta qualidade e não se importa de tratar o jogo como um segundo emprego. Se você tem tempo limitado ou odeia dailies obrigatórias, fuja. Se você curte a estrutura dos MMOs coreanos e quer raids desafiadoras, pode valer a pena.

CritérioNotaDescrição
História6Genérica mas funcional, as cinemáticas carregam
Leveling5Entediante, existe apenas como obstáculo para o endgame
Endgame9Legion Raids excelentes, muito conteúdo
Economia/Monetização3Sistema de honing é P2W disfarçado, ouro comprável
Combate10Um dos melhores do gênero, impactante e fluido
Customização6Classes com gênero travado, mas builds variadas
Social/Comunidade5Tóxico em raids, gatekeeping por nível de item
Sistemas de Progressão8Sistema de roster, colecionáveis, ilhas, life skills
Respeito ao Tempo3FOMO extremo, dailies obrigatórias, alts necessárias
Acessibilidade4Voltar depois de meses significa se sentir completamente perdido
Média5.9

Black Desert Online

Black Desert Online

Black Desert Online é o jogo mais bonito que não posso recomendar. Sério, é visualmente absurdo. Só o criador de personagens já vale algumas horas de diversão. E o combate? Talvez o melhor combate em ação já feito em um MMO. Cada classe se move como se estivesse em um filme de artes marciais coreano. É visceral, é fluido, é viciante.

E aí você pergunta “por que estou matando esses mobs?” e o jogo não tem resposta.

O BDO simplesmente não se importa com história. Tem uma trama em algum lugar envolvendo um deus negro e memórias perdidas, mas é tão mal apresentada que você vai ignorar completamente. O jogo não se importa, e você também não vai se importar. É um sandbox onde a narrativa é você ficando mais forte. Só isso.

O problema maior é a monetização. A Pearl Abyss transformou a loja em um catálogo de conveniências “opcionais” que são praticamente obrigatórias. Pets que coletam loot para você, peso extra no inventário, slots de personagem. Dá para jogar sem gastar? Sim. Mas a experiência é deliberadamente dolorosa para te empurrar para a loja. E o sistema de aprimoramento de equipamentos com chances de falha e downgrade é um dos mais punitivos do mercado.

O que salva o BDO são os sistemas. As life skills são profundas, o sistema de nodes é interessante, housing existe, e você pode passar centenas de horas só pescando ou criando cavalos se quiser. É um MMO para quem quer viver dentro de um mundo, não para quem quer uma história para seguir.

Para quem é esse jogo? Para quem valoriza combate acima de tudo e não liga para narrativa. Se você quer um sandbox lindo para se perder por milhares de horas e não se importa com monetização agressiva, o BDO entrega. Se você procura história ou respeito pelo seu dinheiro, fique bem longe.

CritérioNotaDescrição
História2Praticamente inexistente, mal apresentada, ignorável
Leveling5Rápido mas sem propósito, só grind de mobs
Endgame7Grind infinito de gear, node wars, life skills
Economia/Monetização2Conveniências “opcionais” que são obrigatórias, P2W real
Combate10O melhor combate em ação do gênero, sem discussão
Customização8Criador de personagens absurdo, classes variadas
Social/Comunidade4Competitivo, PvP forçado em áreas de farm, hostil
Sistemas de Progressão9Life skills profundas, nodes, housing, cavalos, barcos
Respeito ao Tempo6Gear mantém valor, mas sistema de aprimoramento é punitivo
Acessibilidade6Servidores sazonais ajudam, mas o gap de gear intimida
Média5.9

TIER D

New World

New World

New World é a prova de que dinheiro não compra design. A Amazon jogou centenas de milhões de dólares em um MMO e conseguiu criar algo que é… ok. Não é horrível, não é memorável. Só ok.

O lançamento em 2021 foi um desastre técnico e de conteúdo. Filas infinitas, exploits que quebravam a economia, endgame inexistente. Mas vou dar crédito: a Amazon se esforçou. Nos anos seguintes, o jogo melhorou muito. As expedições ficaram melhores, o combate foi refinado e a expansão Rising trouxe conteúdo decente.

O problema é que melhorar não significa que ficou bom. A história continua genérica, uma colcha de retalhos de fantasia colonial com zumbis que nunca te faz sentir nada. As missões são repetitivas de um jeito preguiçoso. Mate 10 disso, colete 15 daquilo, volte para o NPC. Em 2021, isso talvez passasse. Em 2025, é inaceitável.

O combate em ação é sólido, e o sistema sem classes é interessante na teoria. Você equipa duas armas, e isso define seu estilo. Crafting e coleta são bem feitos, eu admito. Cortar árvores em New World é estranhamente satisfatório. Mas você não consegue sustentar um MMO só com uma mineração relaxante.

E agora vem a notícia de que a Amazon vai descontinuar o jogo. Não surpreende ninguém. New World nunca encontrou sua identidade, nunca construiu uma comunidade leal, nunca deu um motivo para você escolhê-lo em vez de qualquer outro MMO. Ele será lembrado como a tentativa de bilhão de dólares que não deu certo, uma nota de rodapé na história do gênero.

Para quem é esse jogo? Para ninguém, honestamente. Com o cancelamento anunciado, investir tempo no New World agora é jogar dinheiro fora. Se você quer um MMO com combate em ação, Lost Ark ou BDO fazem melhor. Se você quer um crafting relaxante, FFXIV ou ESO entregam mais. New World logo se tornará um servidor desligado.

CritérioPontuaçãoDescrição
História5Genérica, missões repetitivas, nenhum personagem memorável
Leveling6Satisfatório no início, repetitivo depois do nível 30
Endgame6Expedições melhoraram, mas nunca ficaram robustas
Economia/Monetização7Apenas cosméticos, sem P2W, pelo menos isso
Combate8Combate em ação sólido, peso nas armas
Customização6Ausência de classes fixas é bom, mas pouca variedade visual
Social/Comunidade5Guerras de território eram legais, população nunca se estabilizou
Sistemas de Progressão7Coleta e crafting satisfatórios, controle de território
Respeito ao Tempo6Equipamentos não eram resetados agressivamente, pelo menos
Acessibilidade7Fácil de voltar, mas qual o sentido agora?
Média6.3

Destiny 2

Destiny 2

Eu tenho mais de 500 horas no Destiny 2 entre Steam e Xbox. Quinhentas. E ainda assim estou colocando o jogo no tier C. Isso já diz alguma coisa.

Destiny tem o melhor gunplay em primeira pessoa já feito. Não só entre MMOs. Entre qualquer jogo. Ponto. A Bungie passou duas décadas refinando como um tiro deve soar, como uma arma deve responder, como um inimigo deve reagir ao ser atingido. Cada revólver, cada escopeta, cada rifle tem sua própria personalidade. Você sente cada tiro. É viciante de um jeito que nenhum outro shooter consegue replicar. Só isso já é o motivo de eu ter jogado 500 horas.

A história também evoluiu muito. As campanhas de Forsaken, Witch Queen e The Final Shape entregaram momentos verdadeiramente cinematográficos. Personagens como Cayde-6, Savathûn e Crow têm profundidade. A lore do Destiny é surpreendentemente rica para quem está disposto a se aprofundar.

Então por que eu o abandonei?

Porque o Destiny 2 desrespeita seu tempo de forma sistemática. O loop é: faça a mesma atividade 50 vezes na esperança de uma arma perfeita (godroll). Conseguiu? Parabéns. Na próxima temporada, sua godroll será aposentada (sunset) ou superada por uma arma nova. A Bungie removeu conteúdo que você pagou. Campanhas inteiras desapareceram. O FOMO é constante. Se você não logou durante a Temporada X, perdeu aquele conteúdo para sempre. O jogo te trata como se você devesse algo a ele.

E a monetização? Jogo base free-to-play que não inclui nada relevante. Expansões caras. Passe de temporada. Chaves de masmorras separadas. É um modelo confuso que tenta extrair seu dinheiro constantemente.

Eu amo atirar no Destiny. Eu odeio todo o resto da estrutura ao redor disso.

Para quem é esse jogo? Para quem quer o melhor jogo de tiro em primeira pessoa do mercado e não se importa de ser tratado como um emprego. Se você tem um grupo fixo para raids e consegue ignorar o FOMO, as primeiras 100 horas são espetaculares. Depois disso, depende de quanto você tolera grind pelo grind.

CritérioPontuaçãoDescrição
História7Evoluiu muito, campanhas recentes são ótimas, lore profunda
Leveling6Funcional, mas confuso para novatos com tanto conteúdo
Endgame9Raids excelentes, masmorras, Nightfalls, muito o que fazer
Economia/Monetização3F2P vazio, expansões caras, passe de temporada, chaves de masmorra
Combate10O melhor gunplay em primeira pessoa já feito. Ponto.
Customização8Builds de subclasse profundas, mods de armadura, exóticos
Social/Comunidade6LFG funciona, comunidade ativa, mas raids exigem grupo fixo
Sistemas de Progressão5Temporadas descartáveis, sistemas mudam constantemente
Respeito ao Tempo4FOMO extremo, godrolls ficam obsoletas, conteúdo removido
Acessibilidade3Voltou depois de um ano? Boa sorte para entender o que mudou
Média6.1

TIER C

Star Trek Online

Star Trek Online

Star Trek Online é um jogo que existe por um milagre. Um MMO de uma franquia de nicho, desenvolvido por um estúdio que quase faliu (e agora se tornou independente novamente, boas notícias), lançado em 2010 sem muito alarde, e de alguma forma ainda vivo 15 anos depois. Para os fãs de Trek, é a única opção. E isso é tanto sua salvação quanto sua maldição.

O jogo entrega fantasias que nenhum outro oferece. Você comanda sua própria nave da Federação, Klingon ou Romulana. Você monta sua tripulação. Você explora o quadrante. As missões episódicas capturam a sensação de Star Trek melhor do que seria de se esperar, completas com aparições de atores das séries originais fazendo dublagem. Se você sempre quis ser um Capitão da Frota Estelar, o STO realiza esse sonho.

O combate espacial é surpreendentemente tático e divertido. Posicionar escudos, gerenciar energia, coordenar disparos de torpedos. Há profundidade ali. O combate terrestre, por outro lado, é genérico e desajeitado. Funciona, mas você só o tolera porque quer voltar para sua nave.

O problema é que a Cryptic descobriu as lockboxes e nunca mais largou. As melhores naves do jogo estão trancadas em lootboxes ou custam quantias absurdas na loja. Dá para jogar sem pagar? Sim. Mas você vai olhar para aquela Enterprise-F ou classe Defiant T6 na loja e sentir o peso da sua carteira. A monetização é agressiva de uma forma que mancha toda a experiência.

O STO sobrevive porque é Star Trek. Se fosse uma IP original com esses mesmos sistemas, teria morrido em 2012.

Para quem é este jogo? Para fãs de Star Trek que querem viver a fantasia de ser capitão. Se você cresceu assistindo Next Generation, Deep Space Nine ou Voyager e quer comandar sua própria nave, o STO é a única opção e entrega o suficiente para valer a pena. Se você não liga para a franquia, não há nada aqui que outros MMOs não façam melhor.

CritérioPontuaçãoDescrição
História7Episódios capturam bem a sensação de Trek, aparições de atores originais
Progressão de Nível6Funcional, progredir através dos episódios é interessante
Endgame5Limitado, forças-tarefas repetitivas, falta conteúdo de fim de jogo
Economia/Monetização3Lockboxes predatórias, melhores naves na loja ou gacha
Combate6Espacial é tático e divertido, terrestre é genérico
Customização8Naves, tripulação, uniformes, muito para personalizar
Social/Comunidade7Comunidade de nicho dedicada e acolhedora
Sistemas de Progressão7Reputações, especializações, aprimoramento de naves
Respeito ao Tempo8Seu progresso é mantido, sem grandes resetes
Acessibilidade8Fácil de retornar, conteúdo não desaparece
Média6.5

TIER B

Star Wars: The Old Republic

Star Wars: The Old Republic

SWTOR é meu MMO favorito. E ainda assim está no tier B. Isso parece contraditório, mas faz todo sentido. Um jogo tier S não é necessariamente aquele pelo qual você vai se apaixonar. É aquele que faz tudo bem de forma consistente. Paixão é outra coisa. É irracional. E eu sou completamente irracional quando se trata de SWTOR.

A BioWare fez o que sabia fazer de melhor: histórias. As oito histórias de classe originais estão entre as melhores narrativas já escritas para um MMO. Jogar como um Agente Imperial é viver um thriller de espionagem. Jogar como um Inquisidor Sith é uma jornada de poder e manipulação. Cada classe tem sua própria identidade, vilões memoráveis, escolhas que importam. Você não está jogando um MMO; você está jogando um RPG da BioWare que por acaso tem outras pessoas no servidor.

E Knights of the Fallen Empire e Eternal Throne? Eles me deram vilões que eu genuinamente odiei e momentos que me fizeram pausar o jogo para processar. Poucos MMOs conseguem isso.

Mas o SWTOR tropeça em quase tudo que não é história. O combate é um tab-target funcional, mas sem peso. Endgame existe, mas a BioWare claramente prefere fazer conteúdo para um jogador. A Hero Engine é um desastre técnico que nunca deveria ter sido usado para um MMO. E a monetização free-to-play é uma das mais restritivas do mercado. Limites de crédito, barras de habilidade bloqueadas, raças bloqueadas. Você precisa assinar ou sofrer.

É um jogo que eu amo apesar de suas falhas. E há muitas falhas. Mas quando a história te prende, quando você está no meio de uma reviravolta que não esperava, quando seu personagem faz uma escolha moralmente cinza e você sente o peso dela, nada no gênero chega perto.

Para quem é este jogo? Para fãs de Star Wars que valorizam narrativa acima de tudo. Se você quer histórias bem escritas, personagens memoráveis e se sentir parte da galáxia, o SWTOR ainda é insubstituível. Se você procura um endgame competitivo, combate moderno ou um F2P generoso, ficará frustrado.

CritérioPontuaçãoDescrição
História9Oito histórias de classe únicas, expansões cinematográficas, BioWare no seu melhor
Progressão de Nível8A história carrega, você quer ver o próximo capítulo
Endgame7Raids e flashpoints existem, mas claramente não são o foco
Economia/Monetização3F2P extremamente restritivo, praticamente requer assinatura
Combate7Tab-target funcional, classes distintas, mas sem peso
Customização8Espécies, trajes, sistema de tintas, bom para a moda Star Wars
Social/Comunidade6Comunidade menor mas dedicada, servidores de RP ativos
Sistemas de Progressão7Temporadas Galácticas, conquistas, fortalezas decoráveis
Respeito ao Tempo5Equipamentos são resetados com frequência, temporadas forçam login constante
Acessibilidade7Boosts disponíveis, catch-up existe, fácil de retornar para a história
Média6.7

World of Warcraft

World of Warcraft

WoW é o elefante na sala. O MMO que definiu o gênero. O jogo que, em seu auge, teve 12 milhões de assinantes e moldou o que todos pensavam que um MMO deveria ser. É impossível falar sobre MMORPGs sem falar sobre World of Warcraft.

E é impossível recomendar WoW em 2026 para alguém da minha idade.

Não me entenda mal. O jogo ainda faz muitas coisas bem. O endgame é o mais robusto do mercado. As raids são a referência de qualidade. Mythic+ é um sistema que todos copiaram por um motivo. O combate é responsivo, e as classes têm décadas de refinamento. A quantidade de conteúdo é absurda. Se você quer um MMO para jogar sério, o WoW entrega.

O problema é o que o WoW pede em troca.

O WoW exige dedicação constante. Não é um jogo para quem quer jogar algumas horas no fim de semana. É um jogo que espera que você faça suas missões diárias, seu cofre semanal, sua grind de reputação, sua farm de Mythic+. Se você parar por um mês, volta completamente atrás de todos que continuaram jogando. Seu equipamento vira lixo a cada patch. Tudo o que você conquistou na última temporada não importa mais. É uma esteira infinita que não deixa você descansar.

Para um jogador de 30 e poucos anos com trabalho, família e responsabilidades, isso é exaustivo. Eu não quero um segundo emprego. Eu quero jogar um jogo.

E a comunidade não ajuda. O WoW tem uma das bases de jogadores mais elitistas do gênero. Tente entrar em um grupo de Mythic+ sem a classificação ou io score certos. Você será rejeitado repetidamente. A cultura de parsing, checagem de logs e demandas constantes de performance transforma o que deveria ser divertido em ansiedade. Para veteranos hardcore, isso é normal. Para alguém que só quer relaxar depois do trabalho, é hostil.

A história também não ajuda mais. O que era uma fantasia épica se tornou uma confusão de retcons, decisões narrativas questionáveis e personagens que não fazem sentido. Sylvanas, o Carcereiro, toda a Shadowlands. A Blizzard perdeu sua direção narrativa e ainda está tentando encontrá-la novamente.

WoW ainda é um grande jogo. Talvez o mais polido mecanicamente. Mas é um jogo para uma fase da vida que muitos de nós já passamos.

Para quem é este jogo? Para jogadores que podem e querem dedicar tempo sério toda semana. Se você tem um grupo fixo, gosta de progressão em raid e não se importa com a esteira de equipamentos, o WoW ainda é o rei. Se você é pai/mãe, trabalha demais e quer um jogo que respeite seu tempo limitado, o WoW vai frustrá-lo mais do que entreter.

CritérioPontuaçãoDescrição
História6Era ótima, agora confusa, retcons constantes
Leveling8Chromie Time funciona bem, rápido e variado
Endgame10Raids e Mythic+ são a referência do gênero
Economia/Monetização5Assinatura cara, loja com montarias e boosts, token existe
Combate9Décadas de refinamento, responsivo e classes distintas
Customização7Melhorou muito, transmog robusto, mas classes fixas
Social/Comunidade5Elitista, tóxico em grupos aleatórios, cultura de parse e io score
Sistemas de Progressão7Muitos sistemas, mas a Blizzard os descarta a cada expansão
Respeito ao Tempo4Equipamento vira lixo a cada patch, esteira infinita
Acessibilidade8Catch-up agressivo, em uma semana você está relevante
Média6.9

Final Fantasy XIV

Final Fantasy XIV

FFXIV é o jogo que todo mundo recomenda. É o queridinho da crítica, o refúgio para quem fugiu do WoW, o MMO que “respeita seu tempo”. E muito disso é verdade. Mas nem tudo.

A história do FFXIV é a melhor já contada em um MMO. Isso não é exagero. Shadowbringers e Endwalker entregam narrativas que rivalizam com os melhores RPGs single-player da Square Enix. Personagens como Emet-Selch e Vetra são escritos com um cuidado que você não encontrará em nenhum outro jogo do gênero. As cutscenes são cinematográficas. Os momentos emocionais funcionam. Se você quer uma história que vai fazer você chorar, o FFXIV entrega.

O problema é chegar lá.

A Realm Reborn, a base do jogo, é uma tarefa árdua. São 50 níveis e centenas de missões de uma história que ainda estava encontrando seu caminho. Missões de busca intermináveis, cutscenes que se arrastam, um ritmo que testa sua paciência. A Square sabe disso. Eles vendem pulos de história e boosts de nível. Isso já diz alguma coisa.

E mesmo quando a história melhora, você ainda está preso a ela. Quer fazer a nova raid? Precisa terminar a missão principal. Quer jogar com seu amigo que está na expansão atual? Ele vai ter que esperar por você, ou você vai ter que passar por 100 horas de história primeiro. O FFXIV amarra tudo à MSQ de uma forma que é ótima para imersão e terrível para flexibilidade.

O sistema de classes é brilhante e limitante ao mesmo tempo. Você pode ser todas as classes em um único personagem. Incrível. Mas dentro de cada classe, não há variação. Todo White Mage é igual a qualquer outro White Mage. Não há builds, não há escolhas significativas. Você aprende a rotação e executa.

Dito isso, o FFXIV acerta em muita coisa. A comunidade é acolhedora de uma forma rara no gênero. Trials e raids são espetáculos visuais. O sistema de crafting é profundo. O Gold Saucer existe só para você perder horas em minigames. E o jogo realmente deixa você pausar. Não há FOMO agressivo, não há diárias obrigatórias, não há punição por tirar férias de um mês.

É um jogo que pede paciência para entregar grandeza. A questão é se você tem essa paciência.

Para quem é este jogo? Para quem valoriza a história acima de tudo e tem paciência para um início lento. Se você quer narrativa de qualidade, uma comunidade gentil e um jogo que deixa você jogar no seu próprio ritmo, o FFXIV é imbatível. Se você odeia cutscenes longas, quer builds personalizáveis ou precisa chegar ao endgame rápido, você vai sofrer.

CritérioPontuaçãoDescrição
História10A melhor narrativa do gênero, Shadowbringers e Endwalker são obras-primas
Leveling4ARR é uma tarefa árdua, centenas de horas até o jogo ficar bom
Endgame9Trials, raids, lutas ultimate, muito conteúdo de qualidade
Economia/Monetização8Assinatura justa, loja de cosméticos não agressiva, sem P2W
Combate8GCD lento no início, torna-se complexo e satisfatório no endgame
Customização5Uma classe é igual a todas as outras, sem builds, o glamour salva
Social/Comunidade9Uma das comunidades mais acolhedoras de qualquer MMO
Sistemas de Progressão9Crafters como classes completas, housing, santuário da ilha, relíquias
Respeito ao Tempo6Sem FOMO, mas o equipamento é resetado a cada patch ímpar
Acessibilidade7Fácil de pausar e retornar, mas a MSQ obrigatória atrasa tudo
Média7.5

Elder Scrolls Online

The Elder Scrolls Online

ESO é o MMO que não quer ser um MMO. E isso é um elogio.

Quando você entra em The Elder Scrolls Online, a sensação é de jogar Skyrim com outras pessoas correndo pelo mapa. As missões têm narrativa de verdade. Os NPCs têm voz. Escolhas aparecem. Você não está coletando 10 peles de lobo porque um ponto de exclamação mandou. Você está investigando um assassinato, ajudando um fantasma a encontrar paz, decidindo o destino de uma cidade. A ZeniMax entendeu que quem joga Elder Scrolls quer histórias, não listas de tarefas.

O nivelamento por escala é controverso, mas libertador. Você pode ir para qualquer lugar a partir do nível 1. Quer explorar Morrowind? Vá. Quer fazer a DLC de Elsweyr primeiro? Pode. Seu amigo está 300 níveis acima? Vocês podem jogar juntos sem problema. Essa flexibilidade é rara no gênero e torna o ESO um dos MMOs mais amigáveis para jogar em grupo com pessoas de níveis diferentes.

O combate é o ponto fraco. É um sistema híbrido que não satisfaz totalmente quem quer ação nem quem quer tab-target. O light attack weaving é essencial para o DPS e parece mais uma exploração do que uma mecânica. Funciona, mas nunca impressiona.

A monetização é complicada. O jogo base é barato, mas há tantas DLCs e capítulos que você olha para a loja e não sabe por onde começar. A assinatura ESO Plus desbloqueia tudo e te dá a bolsa de artesanato, que é quase obrigatória se você não quiser enlouquecer gerenciando inventário. É aquele modelo que não é pay-to-win, mas é definitivamente pay-to-not-be-annoyed.

O que o ESO faz de melhor é te deixar em paz. Não há FOMO gritando na sua cara. Não há equipamento que vira lixo a cada patch. Não há missões diárias que fazem você se sentir culpado por não entrar. Você joga quando quer, faz o que quer, e seu progresso permanece relevante. Para alguém com tempo limitado, isso vale ouro.

Para quem é este jogo? Para fãs de Elder Scrolls que querem a experiência single-player com a opção de multiplayer. Se você valoriza exploração, histórias de qualidade em cada missão e liberdade para jogar no seu próprio ritmo, o ESO é excelente. Se você procura combate impactante ou endgame hardcore no estilo WoW, vai achá-lo raso.

CritérioNotaDescrição
História8Missões com narrativa real, escolhas, dublagem completa
Progressão de Nível8Nivelamento por escala liberta, vá aonde quiser desde o início
Endgame7Trials e masmorras existem, mas não são o foco do jogo
Economia/Monetização4Muitas DLCs, ESO Plus quase obrigatório pela bolsa de artesanato
Combate6Híbrido que não satisfaz totalmente, weaving é estranho
Customização9Classes flexíveis, builds variadas, sistema de trajes robusto
Social/Comunidade8Comunidade madura e acolhedora, bom para RP
Sistemas de Progressão9Pontos de Campeão, artesanato profundo, moradia, antiguidades
Respeito ao Tempo9Equipamento permanece relevante, sem FOMO, sem resets agressivos
Acessibilidade9Voltou depois de um ano? Seu personagem ainda funciona
Média7.7

TIER A

Old School RuneScape

Old School RuneScape

O OSRS é um jogo que não deveria existir. Em 2013, a Jagex pegou um backup de 2007 do RuneScape, colocou online e perguntou: “vocês querem isso de volta?” A resposta foi um “sim” tão massivo que hoje o OSRS tem mais jogadores do que o RuneScape 3 moderno. É um fenômeno.

E é um fenômeno que não consigo explicar racionalmente.

O OSRS é feio. Os gráficos são de 2007, e o motor é limitado de propósito. O combate é clicar no inimigo e esperar. Não há combos, esquivas, ação. Você clica e vê os números subirem. Em qualquer outro contexto, isso seria inaceitável. No OSRS, é parte do charme.

O que o OSRS entende melhor do que qualquer outro MMO é progressão. Existem 23 habilidades. Cada uma é uma jornada própria. Subir a habilidade de Pesca de 1 para 99 é uma conquista que leva centenas de horas. E o jogo não te apressa. Não há tarefas diárias obrigatórias. Nada de FOMO. Nada de passe de temporada. Você entra, decide o que quer fazer hoje e faz no seu ritmo. Quer passar a noite inteira minerando enquanto assiste Netflix? Válido. Quer focar em missões? Vá em frente. O jogo te deixa em paz de uma forma que quase nenhum MMO moderno consegue.

As missões são surpreendentemente boas. Não são “mate 10 goblins”. São quebra-cabeças, histórias com humor britânico, aventuras que exigem preparação e raciocínio. A missão “Mata-Dragões” era um rito de passagem para qualquer jogador. “Receita para o Desastre” é uma épica que exige quase o jogo inteiro para ser completada.

E a comunidade vota em tudo. Literalmente. Toda mudança no jogo passa por uma enquete. 75% de aprovação ou não acontece. Isso cria um senso de propriedade que nenhum outro MMO tem. Os jogadores são donos do OSRS de uma forma que a Blizzard ou a Square nunca permitiriam.

O modelo de negócios é honesto. Assinatura ou “bonds”, que você pode comprar com ouro do jogo. Nada de loja de cosméticos predatória. Nada de lootboxes. Nada de battle pass. É revigorante.

O problema é que o OSRS exige um tipo específico de jogador. Se você precisa de ação constante, estímulo visual, gratificação rápida, vai achá-lo insuportável. É um jogo de paciência. De objetivos de longo prazo. De conquistas que levam meses.

Para quem é esse jogo? Para quem quer um MMO para chamar de seu, sem pressão de tempo. Se você curte progressão lenta, objetivos de longo prazo e um jogo que deixa você jogar do seu jeito, o OSRS é quase perfeito. Se você precisa de gráficos modernos, combate dinâmico ou gratificação rápida, vai odiar cada segundo.

CritérioNotaDescrição
História8Missões com quebra-cabeças, humor e narrativa surpreendentemente boa
Progressão de Nível5Lento por design, cada nível é uma conquista, mas é uma maratona
End Game9Bosses, raids, completismo, sempre há algo para fazer
Economia/Monetização9Assinatura justa, bonds opcionais, sem P2W, sem MTX predatório
Combate4Clique e espere, funcional mas sem profundidade mecânica
Customização8Sem classes, você é suas habilidades, builds de conta variadas
Social/Comunidade7Comunidade dedicada, sistema único de enquetes, mas pode ser elitista
Sistemas de Progressão1023 habilidades completas, cada uma é um jogo em si
Respeito ao Tempo9Sem FOMO, sem resets, seu progresso é para sempre
Acessibilidade9Parou por dois anos? Seu personagem está exatamente como você deixou
Média7.8

Menções Honrosas

Todos os jogos da lista eu joguei, com maior ou menor intensidade. Existem dois jogos que não joguei, mas que apareceram consistentemente na minha pesquisa como excelentes opções, e seria injusto não mencioná-los.

Warframe chamou minha atenção pelo seu modelo de monetização. Um verdadeiro free-to-play, daqueles que te permite acessar praticamente tudo sem pagar, onde a loja existe para quem quer acelerar ou customizar, não para quem quer competir. A comunidade elogia constantemente a Digital Extremes por esse respeito pelo jogador. Também ouço muito sobre a quantidade absurda de conteúdo e sistemas de progressão que se acumularam em mais de uma década de atualizações. Está na minha lista para experimentar.

Lord of the Rings Online me atrai pelo óbvio: é a Terra-média. Mas além da licença, o que mais vejo a comunidade destacar é a qualidade da narrativa e fidelidade ao material original. Parece ser um jogo feito por fãs de Tolkien para fãs de Tolkien, onde explorar o Condado ou caminhar por Moria carrega um peso emocional que nenhum outro MMO consegue replicar. A comunidade também parece ser uma das mais acolhedoras do gênero, o que combina com o tom da obra. Um dia farei essa jornada.


TIER S

Guild Wars 2

Guild Wars 2

GW2 é o MMO que acerta em tudo. Não é o mais espetacular em nenhuma categoria. Não tem a melhor história. Não tem o melhor combate. Não tem o melhor endgame. Mas é o único que não te decepciona em lugar nenhum.

E isso é mais raro do que parece.

A ArenaNet construiu o GW2 com uma filosofia simples: respeitar o jogador. Seu tempo, seu dinheiro, seu progresso. Equipamento exótico que você farmou em 2012 ainda funciona em 2026. Não há uma esteira de equipamentos. Não há uma esteira infinita de poder. Você conquista algo, e isso permanece relevante para sempre. Em um gênero onde todo mundo quer que você jogue mais, o GW2 permite que você jogue menos sem punição.

O nivelamento por área é brilhante. Você pode voltar a qualquer mapa do jogo, e o conteúdo ainda é relevante. Quer ajudar um amigo que acabou de começar? Vá lá; você será rebaixado de nível, e a experiência ainda vale a pena. Isso mantém o mundo inteiro vivo de uma forma que WoW e FFXIV não conseguem.

O combate é um híbrido de ação que funciona bem. Esquiva importa. Posicionamento importa. Cada classe tem sua própria identidade, e as especializações de elite das expansões adicionam camadas de complexidade. Não é BDO ou Lost Ark em fluidez, mas é muito mais responsivo que FFXIV ou ESO.

A monetização é um modelo de respeito. Compre o jogo base e jogue para sempre. Sem assinatura. A loja é cosmética e de conveniência. Sem poder. Sem P2W. Você pode converter ouro em gemas e comprar coisas da loja sem gastar dinheiro real. A ArenaNet provou que é possível sustentar um MMO sem drenar a carteira do jogador.

Eventos mundiais são o que todo MMO deveria copiar. Você não pega missões de NPCs. Você chega em algum lugar, e as coisas estão acontecendo. Um dragão está atacando. Uma invasão está em andamento. Os jogadores se unem organicamente para resolver. É multiplayer de verdade, não aquela experiência single-player com chat.

O problema do GW2 é que a excelência consistente não gera paixão. Ninguém sai por aí evangelizando o GW2 do jeito que os fãs de FFXIV falam sobre Shadowbringers. Não há um momento que te faça chorar. Não há um chefe que te faça tremer. É consistentemente bom. Talvez bom demais para ser memorável.

E o endgame, apesar de variado, não tem a mesma estrutura de WoW ou FFXIV. Se você quer uma progressão tradicional de raids com níveis de dificuldade e checagens de equipamento, o GW2 não oferece isso da mesma forma. O endgame é horizontal. É fazer o que você quiser. Para alguns, isso é libertador. Para outros, é falta de direção.

Para quem é este jogo? Para todo mundo, honestamente. Se você quer um MMO que respeita seu tempo, não te pune por fazer uma pausa, não cobra assinatura e entrega qualidade consistente em tudo, GW2 é a recomendação padrão. É o MMO que recomendo para quem nunca jogou o gênero e para quem está cansado de ser maltratado por outros jogos.

CritérioPontuaçãoDescrição
História8Boa mas não excepcional, o Mundo Vivo entrega bons momentos
Leveling9Orgânico, exploração recompensadora, nunca tedioso
Endgame8Fractais, raids, WvW, strikes, variado mas horizontal
Economia/Monetização9Compra-para-jogar, loja cosmética, ouro converte para gemas, sem P2W
Combate8Ação híbrida responsiva, esquiva importa, bom mas não excepcional
Customização9Especializações de elite, builds variadas, a guerra da moda é o verdadeiro endgame
Social/Comunidade9Uma das mais acolhedoras, eventos unem jogadores naturalmente
Sistemas de Progressão10Maestrias, conquistas, coleções, lendários, sempre um objetivo
Respeito ao Tempo10Equipamento não fica obsoleto, sem FOMO, jogue quando quiser
Acessibilidade10Parou por cinco anos? Seu personagem ainda é relevante
Média9.0

Conclusão

Tierlist

Se você chegou até aqui, obrigado pela paciência.

Esta tier list não é definitiva. Não é objetiva. É a visão de um jogador de 30 e poucos anos que quer se divertir sem transformar um hobby em uma obrigação. Meus critérios refletem isso. Respeito ao tempo, monetização justa e acessibilidade pesaram tanto quanto combate e endgame. Talvez mais.

O que aprendi escrevendo isso é que não existe um MMO perfeito. Guild Wars 2 chegou mais perto, mas mesmo ele não vai cativar todo mundo. FFXIV tem a melhor história do gênero e um dos piores começos. WoW tem o melhor endgame e uma das comunidades mais hostis. SWTOR é o meu favorito e está no tier B. Paixão e qualidade são coisas diferentes.

O MMO certo para você depende do que você valoriza. Se for história, vá de FFXIV ou SWTOR. Se for liberdade, ESO ou GW2. Se for progressão de longo prazo sem pressa, OSRS. Se for combate acima de tudo, Lost Ark ou BDO, mas prepare sua carteira e sua paciência.

Minha recomendação para quem nunca jogou o gênero ou está retornando depois de anos? Guild Wars 2. Não porque é o mais emocionante, mas porque é o que menos vai te decepcionar. E às vezes, consistência vale mais do que momentos de brilho.

Nos vemos em Tyria. Ou em qualquer outra galáxia, continente ou dimensão que você escolher.